Tratamento da acne, espinhas e cravos. O que causa a acne, cremes e gel para tirar, acabar e eliminar a acne. Produtos, remédios, cremes, gel, sabonetes e pomadas para combater e melhorar as cicatrizes, sintomas e o aspecto da acne, espinhas e cravos.


quinta-feira, 28 de abril de 2011

Terapêuticas para tratar acne

Felizmente existe hoje uma grande variedade de terapêuticas que permitem tratar de forma eficaz a maioria dos tipos de acne, proporcionando benefícios não só de ordem física, mas também psicológica. 
Existem dois princípios a ter em conta em qualquer tratamento do acne. 
O primeiro é iniciar o tratamento o mais cedo possível, afim de reduzir o número de cicatrizes. 
O outro é que, após a conclusão de qualquer tratamento, os fármacos tópicos deverão continuar a ser utilizados por um período mínimo de seis a 12 meses.
É importante ter presente que a par de todos os recursos farmacológicos disponíveis, um tratamento bem sucedido fundamenta-se na educação do doente e na promoção da sua adesão à terapêutica.


Este artigo encontra-se englobado numa série de artigos que referem tudo o que é importante para tratamento do acne em termos médicos, pelo que deverá ser lido de modo sequencial. Assim para que possa seguir o modo sequencial desta matéria acerca da acne, propomos que aceda ao índice localizado aqui.

Cicatrizes de acne

Cicatrizes
Dispomos actualmente de vários tipos de terapêuticas para as cicatrizes do acne, variando a sua escolha de acordo com o tipo de cicatrizes a tratar e com a experiência do utilizador. Incluem: técnicas cirúrgicas por microenxerto, dermoabrasão, injecção intralesional de corticoesteróides e mais recentemente vários tipos de lasers.


Este artigo encontra-se englobado numa série de artigos que referem tudo o que é importante para tratamento do acne em termos médicos, pelo que deverá ser lido de modo sequencial. Assim para que possa seguir o modo sequencial desta matéria acerca da acne, propomos que aceda ao índice localizado aqui.

Acne inflamatório severo

Acne inflamatório severo
Neste tipo de acne pode iniciar-se o tratamento com a administração de antibióticos orais associados à utilização de PB tópico, mas a resposta é usualmente incompleta.
Nos últimos anos, gerou-se o consenso de que a isotretinoína é o tratamento de escolha para o acne severo.
Nos doentes do sexo feminino em que ocorra recidiva após o segundo ciclo de isotretinoína, deve proceder-se a um estudo endocrinológico para ponderar a utilização da terapêutica hormonal.


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Acne inflamatório moderado

Acne inflamatório moderado
Deverá ser abordado de modo similar à forma ligeira, mas com o uso desde o início do tratamento de antibióticos orais, reservando-se os retinóides para quando houver redução das lesões inflamatórias.

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quarta-feira, 27 de abril de 2011

Artigos relativos a acne, espinhas e cravos

Poderá encontrar neste Blog diversos artigos sobre a temática dos tratamentos, produtos e cuidados a ter em relação ao acne, espinhas e cravos. Para os conhecer aqui ficam os links directos de modo a facilitar a sua consulta:

Produtos para tratamento do acne, espinhas e cravos

Poderá encontrar nos links abaixo a descrição de diversos produtos que se destinam ao combate e tratamento da acne, espinhas e cravos.

Tratamentos caseiros da acne, espinhas e cravos

Poderá encontrar a descrição de diversos tratamentos caseiros de acne, espinhas e cravos que se encontram dispersos por vários sítios da Internet.

Tratamentos da acne

Poderá encontrar a descrição de tudo o que importa no que diz respeito ao tratamento da acne, do ponto de vista médico. A listagem de links que apresentamos deverá ser lida de modo sequencial, já que abordam aqui toda a temática sobre a acne e espinhas. Está elaborada em diversos textos de modo a facilitar a sua leitura e de forma a encontrar matéria especifica para o seu caso. Todos os textos aqui presentes têm por base um trabalho publicado por Ana Lúcia Vaz.
  1. O que é a acne
  2. Fisiopatologia do acne
  3. Classificação da acne
  4. Avaliação do doente com acne
  5. Objectivos dos tratamentos de acne
  6. Abordagem geral do tratamento da acne
  7. Fármacos para tratamento da acne
  8. Tetinoina, retinoide para acne
  9. Isotretinoína, retinoide para acne
  10. Adapaleno, retinoide para acne
  11. Peróxido de benzoilo para acne
  12. Antibióticos tópicos para tratar a acne
  13. Nicotinamida, no tratamento da acne
  14. Ácidos a-hidróxi
  15. Ácido azelaico para tratar acne
  16. Fármacos sistémicos para combater a acne
  17. Antibióticos orais para combater a acne
  18. Tetraciclina, antibiótico oral mais prescrito para o tratamento do acne
  19. Doxiciclina, derivado da tetraciclina
  20. Minociclina
  21. Clindamicina
  22. Eritromicina
  23. Ampicilina, antibiótico para tratar acne
  24. Trimetoprim-Sulfametoxazol
  25. Cefalosporinas, fármaco no acne inflamatório
  26. Terapêutica hormonal para tratar acne
  27. Contraceptivos orais para tratamento do acne
  28. Glicocorticóide no tratamento da acne
  29. Espironolactonia, para acne inflamatório
  30. Isotretinoina, retinoide oral para tratamento da acne
  31. Programa de tratamento de acne comedónico
  32. Tratamento de acne inflamatório Ligeiro
  33. Acne inflamatório moderado
  34. Acne inflamatório severo
  35. Cicatrizes de acne
  36. Terapêuticas para tratar acne
Todos os artigos publicados nos links acima identificados estão originalmente publicados aqui.

Tratamento de acne inflamatório ligeiro

Acne inflamatório ligeiro
Este tipo de acne deve ser abordado inicialmente de forma similar ao acne comedonal (ex.: retinóide associado com PB e/ou antibióticos tópicos).
Caso existam cicatrizes, ou se após um período de quatro-seis semanas não ocorrerem melhorias deve associar-se um antibiótico oral.
Por volta da décima semana de tratamento, caso não ocorram melhorias deve verificar-se se o antibiótico está sendo tomado correctamente e, se estiver, deve aumentar-se a dose do mesmo ou mudar de antibiótico. Caso a doença esteja controlada, pode reduzir-se a dose do antibiótico oral mantendo-o ainda por cerca de seis meses para evitar recidivas e o surgimento de resistências.
Os fármacos tópicos deverão ser mantidos por longos períodos.
O doente deverá ser avaliado mensalmente, e, se não se conseguir controlar a doença, deve considerar-se a utilização da terapêutica hormonal (nos doentes do sexo feminino)  ou da isotretinoína. Este fármaco também deve ser utilizado caso ocorram recidivas durante ou após o tratamento com antibióticos orais.


Este artigo encontra-se englobado numa série de artigos que referem tudo o que é importante para tratamento do acne em termos médicos, pelo que deverá ser lido de modo sequencial. Assim para que possa seguir o modo sequencial desta matéria acerca da acne, propomos que aceda ao índice localizado aqui.



Programa de tratamento de acne comedónico

Acne comedónico
Deve-se iniciar o tratamento com a utilização de agentes comedolíticos, como os retinóides tópicos, em especial a tretinoína. Caso não haja melhorias ao fim de quatro-seis semanas pode associar-se outros fármacos tópicos como o peróxido de benzoilo (PB) ou antibióticos tópicos.
Outros fármacos tópicos que podem ser úteis são o ácido azelaico, ácidos a-hidróxido e nicotinamida.
Como terapêutica adjuvante pode usar-se o extractor de comedões.
O doente deverá ser avaliado a cada dois meses para se proceder aos ajustes terapêuticos.
Os doentes do sexo feminino que não apresentem melhorias e/ou que apresentem sinais de hiperandrogenismo poderão ser tratados com terapêutica hormonal.


Este artigo encontra-se englobado numa série de artigos que referem tudo o que é importante para tratamento do acne em termos médicos, pelo que deverá ser lido de modo sequencial. Assim para que possa seguir o modo sequencial desta matéria acerca da acne, propomos que aceda ao índice localizado aqui.



Isotretinoina, retinoide oral para tratamento da acne

ISOTRETINOÍNA
É um retinóide oral derivado da vitamina A. É um fármaco muito eficaz, pois cerca de 90% dos doentes tratados com o esquema padrão atingem remissões, que são duradouras em 60% dos casos.
Está indicada no tratamento dos doentes com acne quística ou nodular recalcitrante severo, com acne moderado resistente ao tratamento convencional, com tendência para a formação de cicatrizes, com oleosidade excessiva, nos dismórficos ou com dismorfofobia, com foliculite gram negativo ou piodermite facial.
Este fármaco afecta todos os factores etiológicos implicados no acne.
Induz uma involução das glândulas sebáceas com acentuada diminuição da produção de sebo, reverte a hiperqueratose de retenção, reduz o número de P. acnes e diminui directamente a inflamação.
Vários estudos recomendam que a isotretinoína deve ser administrada na dose cumulativa total de 120-150 mg/kg, de modo a aumentar a eficácia do tratamento e reduzir a probabilidade de recidivas. Doses cumulativas maiores não trazem mais benefícios.
A dose mais eficaz, e que garante maiores benefícios a longo prazo, é de 1 mg/kg/dia, em duas tomas, preferencialmente às refeições, durante 16-20 semanas, até atingir a dose cumulativa referida.
No entanto, vários autores recomendam actualmente uma dose inicial de 0,5 mg/kg/dia, no sentido de minimizar os efeitos laterais e prevenir as erupções inflamatórias que podem ocorrer no início do tratamento, e que prejudicam a adesão terapêutica. Esta dose poderá ser mantida ou aumentada posteriormente para 1mg/kg/dia, caso os efeitos laterais sejam aceitáveis.
Deve-se sempre atingir a dose cumulativa recomendada.
Cerca de 40% dos doentes apresentam recidivas, a maioria até ao segundo ano após o tratamento.
As recidivas são mais frequentes nos doentes muito jovens, naqueles com acne severo, do tronco ou microquístico, e nas mulheres com distúrbios endócrinos.
Nos doentes que não apresentam uma resposta adequada após o primeiro ciclo com isotretinoína, deve aguardar-se pelo menos dois meses antes de iniciar um novo ciclo de tratamento. No entanto, alguns autores recomendam aguardar pelo menos quatro meses, porque durante este intervalo os doentes podem continuar a melhorar.
Alguns doentes necessitarão de três a cinco ciclos.
Entre os doentes que apresentam recidivas alguns poderão ser tratados apenas com fármacos tópicos ou com antibióticos orais.
Os efeitos laterais causados pela isotretinoína são frequentes, geralmente reversíveis com a interrupção do tratamento e dependentes da dose (com excepção da teratogenicidade).
Alguns efeitos laterais podem persistir ou manifestar-se meses ou anos após o término do tratamento, não sendo, contudo, graves.
Os efeitos laterais mucocutâneos são experimentados por quase todos os doentes e incluem queilite, conjuntivite, secura dos olhos, xerostomia, xerose, prurido, rash e fotossensibilidade.
Estes efeitos podem ser controlados com a utilização de emolientes, lágrimas artificiais e protectores solares, ou com a redução da dose.
Entre os efeitos laterais menos frequentes incluem-se os musculoesqueléticos (mialgias, artralgias, tendinite de Aquiles e hiperostose), cefaleias, hepatotoxicidade com aumento do nível das enzimas hepáticas, alterações do metabolismo lipídico (aumento dos triglicerídeos e do colesterol total, e diminuição do colesterol HDL), neutropenia, e mais raramente desenvolvimento de pseudo-tumor cerebral.
Existe um risco teórico de complicações devido a hiperlipidemia, como pancreatite aguda e xantomas, se os níveis de trigliceridos forem superiores a 700 mg/dl.
A isotretinoína está associada ao desenvolvimento de várias malformações fetais major, onde se incluem anomalias do sistema nervoso central, cardiovasculares e craniofaciais.
Pela sua elevada teratogenicidade, antes de iniciar a isotretinoína deve informar-se as mulheres em idade fértil sobre os riscos para o feto e da necessidade de contracepção adequada, que deverá ser mantida até um mês após o tratamento. Como já foi referido, deve ser feito o teste de gravidez antes do tratamento e só iniciá-lo após a menstruação.
Devido à possibilidade de efeitos colaterais, é necessário manter uma vigilância clínica e laboratorial, antes e durante o tratamento, que inclui:
• Antes de iniciar o tratamento realizar um teste de gravidez, o doseamento plasmático dos lípidos, das enzimas hepáticas, e a contagem das células sanguíneas
• Ao fim do primeiro mês, repetir os exames iniciais
• Mensalmente, repetir o teste de gravidez e o doseamento plasmático dos lípidos.


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Espironolactonia, para acne inflamatório

ESPIRONOLACTONA
Indicada na mulher adulta com acne inflamatório, quando existe influência hormonal (sugerida por erupções pré-menstruais, aparecimento após os 25 anos de idade, distribuição na  porção inferior da face e queixo, pele oleosa, hirsutismo), quando há uma resposta inadequada ou intolerância aos outros tratamentos para acne, e quando coexistem sintomas como irregularidades menstruais, aumento de peso pré-menstrual ou síndrome pré-menstrual.
Actua perifericamente ao bloquear competitivamente os receptores para a DHEAS nas glândulas sebáceas.
Pode ser utilizada isoladamente ou em associação com antibióticos ou contraceptivos orais, na dose de 50-100 mg/dia em dose única.
Os efeitos colaterais são variados, frequentes e pouco graves, e estão relacionados com a dose. Incluem  irregularidades menstruais, redução da líbido, aumento do tamanho sensibilidade dos seios, hipercalemia ligeira, cefaleias, vertigens, confusão, sonolência, náuseas, vómitos, anorexia, diarreia, etc. A sua segurança ainda não foi determinada na gravidez.
Apenas pode ser utilizada em doentes do sexo feminino pois os homens não toleram os seus efeitos laterais endócrinos.


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Glicocorticóide no tratamento da acne

GLICOCORTICÓIDES
Indicados no tratamento de primeira linha do acne com componente inflamatório ou quístico, e ainda no
acne que não responde aos contraceptivos orais ou à espironolactona, e nos doentes com níveis elevados de sulfato de dehidroepiandrosterona (DHEAS), que é o melhor indicador da actividade androgénica adrenal.
Podem ser usados isoladamente ou em associação com os contraceptivos orais ou anti-androgénios.
Pode-se utilizar a dexametasona, na dose de 0,125-0,5 mg, ao deitar, ou a prednisona, na dose de 2,5 mg ao acordar mais 2,5-7,5 mg ao deitar. O tratamento deve manter-se durante seis a 12 meses, e a dose deverá ser aumentada se os níveis de DHEAS não baixarem depois de quatro semanas.


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Contraceptivos orais para tratamento do acne

CONTRACEPTIVOS ORAIS
Raramente se utiliza o estrogénio isolado para o tratamento do acne; com este objectivo utilizam-se contraceptivos orais que associam estrogénios e progestagénios.
Os estrogénios presentes nos contraceptivos orais (etinil-estradiol e mestranol) actuam, conforme referido, através da redução da secreção de androgénios pelos ovários. Usados em doses altas são mais eficazes, mas originam um número mais elevado de efeitos adversos, como náuseas, flatulência, melasma, hipertensão, enxaquecas, hipersensibilidade mamária e edemas.
A maioria dos progestagénios apresenta algum grau de androgenicidade, pelo que no tratamento do acne deve-se optar pelos de terceira geração (desogestrel, gestodeno e norgestimato), que demonstraram resolver ou reduzir o acne.
Pode-se ainda optar pelo acetato de ciproterona, um progestagénio com actividade anti-androgénica elevada (através da inibição dos receptores androgénios).


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Terapêutica hormonal para tratar acne

TERAPÊUTICA HORMONAL
Os androgénios modulam a produção de sebo, sendo as principais hormonas envolvidas na patogénese do acne. No entanto, a maioria dos doentes com acne não têm anormalidades androgénicas no sangue.
A terapêutica anti-androgénica está indicada apenas para os doentes do sexo feminino com acne de surgimento tardio, acne resistente aos outros tratamentos e naqueles com sinais clínicos de hiperandrogenismo (hirsutismo, excesso de oleosidade, irregularidades menstruais e alterações menstruais).
Existem três opções de tratamento hormonal sistémico:
• Estrogénios (presentes nos contraceptivos orais): inibem os androgénios ováricos.
• Glicocorticóides: inibem os androgénios suprarrenais.
• Anti-androgénios (espironolactona, acetato de ciproterona): actuam a nível periférico.


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Cefalosporinas, fármaco no acne inflamatório

CEFALOSPORINAS
É um fármaco a ser considerado no acne inflamatório antibiótico-resistente, na dose de 500mg, duas vezes por dia. Os seus efeitos adversos incluem urticária e colite pseudo-membranosa.


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Trimetoprim-sulfametoxazol

TRIMETOPRIM-SULFAMETOXAZOL
Este antibiótico é também uma boa alternativa para o tratamento do acne resistente à tetraciclina e eritromicina, e ainda naqueles com acne gram-negativo.
A dose habitual é de 160 mg de trimetoprim combinado com 800 mg de sulfametoxazol, duas vezes por dia.
O seu uso encontra-se limitado pelos seus efeitos colaterais, que incluem fotossensibilidade e rash.


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Ampicilina, antibiotico para tratar acne

AMPICILINA
Este antibiótico é uma boa alternativa para o tratamento do acne em doentes que não respondem à tetraciclina e ainda naqueles com acne gram-negativo ou com acne durante a gravidez e a lactação.
A dose habitual é de 500 mg, duas vezes por dia, até que o acne esteja controlado.
Pode causar rash maculopapular.


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Eritromicina

ERITROMICINA
É tão eficaz quanto a tetraciclina, mas mais cara.
É o antibiótico de primeira linha nas grávidas e crianças até os 12 anos (pelas contra-indicações das tetraciclinas), e apresenta ainda como vantagens poder ser tomada com alimentos, causar menos frequentemente candidíase vaginal e não provocar fotossensibilidade. As suas principais desvantagens são a intolerância gastrintestinal que pode provocar e o desenvolvimento de resistência a este antibiótico.
Deve-se iniciar com uma dose de 500 mg, duas vezes por dia, que deve ser reduzida quando o acne se  encontrar controlado.


Este artigo encontra-se englobado numa série de artigos que referem tudo o que é importante para tratamento do acne em termos médicos, pelo que deverá ser lido de modo sequencial. Assim para que possa seguir o modo sequencial desta matéria acerca da acne, propomos que aceda ao índice localizado aqui.



Clindamicina

CLINDAMICINA
É um antibiótico muito eficaz no tratamento do acne, cuja utilização está limitada pela possibilidade de ocasionar colite pseudo-membranosa severa.
A dose com que se inicia habitualmente o tratamento é de 75 a 300 mg, duas vezes por dia.


Este artigo encontra-se englobado numa série de artigos que referem tudo o que é importante para tratamento do acne em termos médicos, pelo que deverá ser lido de modo sequencial. Assim para que possa seguir o modo sequencial desta matéria acerca da acne, propomos que aceda ao índice localizado aqui.



Minociclina

MINOCICLINA
Outro derivado da tetraciclina, tão eficaz quanto a doxiciclina, mas mais cara que esta. Está indicada para o tratamento do acne inflamatório que não respondeu ao tratamento antibiótico oral convencional.
Tem como vantagens poder ser tomada com os alimentos, raramente causar fotossensibilidade e ocasionar uma melhoria mais rápida, que fariam deste fármaco o antibiótico oral de primeira escolha, se não fosse o seu elevado custo.
A dose inicial habitual é de 50 a 100 mg, duas vezes por dia, que deverá ser reduzida quando o acne estiver
controlado (geralmente três a seis semanas).
Por ser muito lipossolúvel, passa rapidamente a barreira hemato-encefálica, podendo ocasionar ataxia, vertigens, náuseas e vómitos, que podem obrigar a suspensão do tratamento.
Outro efeitos adversos mais raros incluem: a pigmentação azul-acinzentada da pele, mucosa oral e unhas (principalmente com doses elevadas e tratamentos prolongados), alteração da cor dos dentes incisivos em adultos (geralmente após anos de tratamento), indução de síndrome lúpico e pseudo-tumor cerebral.
Também está contra-indicada em grávidas e crianças até os 12 anos.


Este artigo encontra-se englobado numa série de artigos que referem tudo o que é importante para tratamento do acne em termos médicos, pelo que deverá ser lido de modo sequencial. Assim para que possa seguir o modo sequencial desta matéria acerca da acne, propomos que aceda ao índice localizado aqui.

Doxiciclina, derivado da tetraciclina

DOXICICLINA
É um derivado da tetraciclina, mais eficaz que esta. Pode ser tomada com os alimentos, mas apresenta a desvantagem de estar associada a uma incidência maior de fotossensibilidade.
A sua dose inicial habitual é de 50 a 100 mg, duas vezes por dia.
Também está contra-indicada em grávidas e crianças até os 12 anos.


Este artigo encontra-se englobado numa série de artigos que referem tudo o que é importante para tratamento do acne em termos médicos, pelo que deverá ser lido de modo sequencial. Assim para que possa seguir o modo sequencial desta matéria acerca da acne, propomos que aceda ao índice localizado aqui.



Tetraciclina, antibiótico oral mais prescrito para o tratamento do acne

TETRACICLINA
É o antibiótico oral mais prescrito para o tratamento do acne. É geralmente eficaz, bem tolerado e barato, mas tem como inconveniente não poder ser administrado com alimentos (principalmente laticínios), certos anti-ácidos e com ferro, pois estes interferem com a sua absorção intestinal, o que leva por vezes a má  adesão ao tratamento.
A dose inicial habitual é de 500 mg, uma-duas vezes por dia, que deve ser mantida até que ocorra uma diminuição significativa do número de lesões inflamadas (geralmente três a seis semanas), altura em que se pode reduzir a dose para 250 mg, duas vezes por dia. Doentes com acne inflamatória severa ou que não responderam à dose inicial podem aumentar a dose para 1,5 a 3 g por dia.
Os efeitos adversos que podem surgir com o uso deste antibiótico incluem:
intolerância gastrintestinal, fotossensibilidade (mais frequente com doses elevadas), candidíase vaginal, redução da eficácia dos ACO e pseudo-tumor cerebral.
Está contra-indicada em grávidas e crianças até os 12 anos (altura em estará completa a formação do esmalte dentário), porque pode provocar alteração da cor dos dentes em desenvolvimento.


Este artigo encontra-se englobado numa série de artigos que referem tudo o que é importante para tratamento do acne em termos médicos, pelo que deverá ser lido de modo sequencial. Assim para que possa seguir o modo sequencial desta matéria acerca da acne, propomos que aceda ao índice localizado aqui.



Antibióticos orais para combater acne

Antibióticos orais
Os antibióticos orais habitualmente utilizados no controlo do acne são:
tetraciclina, doxiciclina, minociclina, eritromicina, clindamicina, ampicilina, cefalosporinas e trimetopim-sufametoxazol.
Estes fármacos estão indicados no tratamento do acne inflamatório, e actuam através da diminuição da população de P. acnes nas unidades pilo-sebáceas.
Tem-se verificado um aumento da frequência de P. acnes resistentes aos antibióticos, o que se associa a falências terapêuticas. Alguns estudos sugerem que este problema pode ser combatido com o uso do mesmo antibiótico em ciclos terapêuticos repetidos e com a associação de peróxido de benzoilo tópico.
O tratamento a longo prazo com antibióticos sistémicos é seguro e não requer monitorização laboratorial.
Para aumentar a eficácia e diminuir as recidivas, deve ser iniciado com doses elevadas que serão diminuídas gradualmente (ao longo de dois a quatro meses) quando atingido o controle da doença, e deve ser mantido durante meses com a dose mais baixa que permite o controle da situação. Pode-se aumentar a dose ao primeiro sinal de exarcebação.


Este artigo encontra-se englobado numa série de artigos que referem tudo o que é importante para tratamento do acne em termos médicos, pelo que deverá ser lido de modo sequencial. Assim para que possa seguir o modo sequencial desta matéria acerca da acne, propomos que aceda ao índice localizado aqui.

Fármacos sistémicos para combater a acne

Fármacos sistémicos
Dispomos de diferentes fármacos sistémicos, que usados em combinação com fármacos tópicos permitem o controle do acne nas suas formas mais severas.
O tratamento por via sistémica está indicado para doentes com:
• Acne moderada ou severa
• Acne ligeira, mas que se encontram deprimidos
• Dismorfofobia
• Cicatrizes
• Acne escoriada
• Foliculite gram-negativa

Depois de iniciado, o tratamento oral deve ser mantido por um mínimo de seis a oito meses, devendo ser explicado claramente aos doentes antes de iniciar o tratamento, para evitar as desistências precoces e assegurar a eficácia terapêutica.
Os tratamentos sistémicos disponíveis são:
• Antibióticos (usualmente primeira linha)
• Terapêutica hormonal
• Isotretinoína


Este artigo encontra-se englobado numa série de artigos que referem tudo o que é importante para tratamento do acne em termos médicos, pelo que deverá ser lido de modo sequencial. Assim para que possa seguir o modo sequencial desta matéria acerca da acne, propomos que aceda ao índice localizado aqui.


Ácido azelaico para tratar acne

Ácido azelaico
Encontra-se no trigo, centeio e cevada.
Está indicado no tratamento do acne não-inflamatório e inflamatório, pois possui propriedades comedolíticas e bactericidas. Actua normalizando a queratinização folicular e reduzindo a concentracão de P. acnes na unidade pilo-sebácea.
Existe na concentração de 20%, sob a forma de creme.
O ácido azelaico pode ser aplicado isoladamente duas vezes por dia, ou uma vez por dia (pela manhã) em associação com uma aplicação de tretinoína (pela tarde).
É uma boa opção para doentes com pele seca e/ou clara, pois é hidratante, não provoca fotossensibilidade, causa uma irritação cutânea mínima e reduz a hiperpigmentação pós-inflamatória. Deve-se ter cuidado nos doentes com pele escura, pois estes podem desenvolver hipopigmentação.
Deve-se advertir os doentes que nas primeiras semanas de utilização pode ocorrer prurido, sensação de queimadura e de picada, que tendem a desaparecer com a continuação do tratamento.


Este artigo encontra-se englobado numa série de artigos que referem tudo o que é importante para tratamento do acne em termos médicos, pelo que deverá ser lido de modo sequencial. Assim para que possa seguir o modo sequencial desta matéria acerca da acne, propomos que aceda ao índice localizado aqui.

Ácidos a-hidróxi

Ácidos a-hidróxi (AHA)
São ácidos derivados de frutos que ocorrem naturalmente, como os ácidos glicólico, láctico, tartárico e glucónico.
Estão indicados no tratamento do acne não-inflamatória, e actuam através da diminuição da obstrução folicular.
Existem numa grande variedade de apresentações, e devem ser aplicados em camada fina em toda a área a tratar. Deve-se avisar os doentes que durante as primeiras duas semanas de tratamento pode ocorrer agravamento do acne.


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Nicotinamida, no tratamento da acne

Nicotinamida
É uma forma activa da niacina (ácido nicotínico, vitamina B3).
Apresenta um efeito anti-inflamatório, estando indicada no tratamento do acne inflamatório moderado.
Este fármaco tem uma eficácia semelhante aos antibióticos tópicos.


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Antibióticos tópicos para tratar acne

Antibióticos tópicos
Os dois antibióticos tópicos utilizados com maior frequência são a eritromicina e a clindamicina, ambos com eficácia semelhante.
Estes fármacos têm um efeito antibacteriano, inibindo o crescimento e a actividade do P. acnes, e estão indicados no tratamento do acne não-inflamatório e no acne inflamatório suave.
Alguns estudos indicam que os antibióticos tópicos são tão eficazes no controlo do acne como os antibióticos orais, com a vantagem de apresentarem menos efeitos laterais.
Os antibióticos tópicos podem ser administrados isoladamente ou em combinação com outros fármacos tópicos, como a tretinoína ou o PB.
Existem em várias apresentações (geles, cremes, loções, soluções, pensos e zaragatoas) e devem ser aplicados apenas nas áreas afectadas, uma-duas vezes por dia.
O tratamento com antibióticos tópicos tem como desvantagem o aumento de estirpes resistentes aos antibióticos orais respectivos.


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Peróxido de benzoilo para acne

Peróxido de benzoilo (PB)
O efeito primário deste peróxido orgânico é antibacteriano. Por isso é mais eficaz no acne inflamatório, embora também possua alguma actividade comedolítica.
Este fármaco liberta radicais livres de oxigénio que oxidam as proteínas bacterianas, tendo um efeito bactericida sobre o P. acnes. A redução da população bacteriana leva a diminuição da produção de ácidos gordos livres (comedogênicos e irritantes) e de factores quimiotácticos (que medeiam o processo  nflamatório).
Também parece reduzir o tamanho das glândulas sebáceas.
O PB está disponível em várias apresentações (loção, creme e gel) e em várias concentrações (5% e 10%).
O gel parece ser a forma mais eficaz, mas também a mais irritante. As concentrações menos potentes  parecem ser tão eficazes como a concentração de 10%, e são menos irritantes.

Existem alguns princípios a seguir na administração do PB:
• Aplicar em camada fina;
• Aplicar em toda a área a tratar e não apenas nas lesões;
• Iniciar o tratamento com um gel a 5%, duas-quatro vezes por semana, à noite, e posteriormente aumentar ou reduzir a frequência e a intensidade das aplicações até que ocorra uma secagem e um peeling suaves;
• Advertir o doente que nos primeiros dias poderá surgir um eritema suave e/ou descamação, que  desaparecerão com a continuação da terapêutica;
• Alertar o doente que o PB pode manchar a roupa.
O PB reduz as lesões inflamatórias em cerca de quatro semanas, e o tratamento deverá ser mantido, na maioria dos casos, durante cerca de 12 semanas.
Uma dermatite de contacto alérgica ao PB é desenvolvida por 1,7% dos doentes, caracterizando-se pelo aparecimento súbito de eritema difuso e vesiculação, e obriga à interrupção do tratamento.

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Adapaleno, retinoide para acne

ADAPALENO
É um ácido naftóico, com uma actividade retinóide semelhante a tretinoína.
Está indicado no tratamento do acne não-inflamatório, mas também parece ser eficaz no acne inflamatório.
Este fármaco, disponível na concentração de 0,1%, sob a forma de gel e creme, parece ser mais irritativo que a tretinoína.


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Isotretinoína, retinoide para acne

ISOTRETINOÍNA
Retinóide de características semelhantes à tretinoína.
A isotretinoína é comercializada como tópico na concentração de 0,05% na forma de gel (secante, indicado para peles oleosas). Receia-se que a sensibilização seja muito maior que com a tretinoína. Este fármaco também é utilizado na forma oral (ver fármacos sistémicos).


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Tretinoína, retinoide para acne

TRETINOÍNA
É o fármaco tópico de escolha para o tratamento do acne não-inflamatório, ou seja, comedónico.
Actua através do aumento da renovação celular da epiderme e da diminuição da coesão das células queratinizadas, causando fragmentação e expulsão do microcomedão, expulsão de comedões e conversão de comedões fechados em abertos.
Também previne a formação de novos comedões.
A tretinoína está disponível nas concentrações de 0,025%, 0,05% e 0,1% na forma de creme (lubrificante, indicado para peles secas).
A tretinoína aumenta a penetração de outros fármacos tópicos, como os antibióticos tópicos e o peróxido de benzoilo. O aumento da penetração resulta num efeito sinérgico com maior eficácia dos fármacos e mais rápida resposta ao tratamento.
No entanto, como a tretinoína é oxidada pelo peróxido de benzoilo, não se devem aplicar estes fármacos na mesma altura do dia.
O uso da tretinoína condiciona um adelgaçamento do estrato córneo levando a uma maior susceptibilidade da pele a danos causados pelo sol, vento, frio ou secura, e diminuindo a tolerância a adstringentes, álcool e sabonetes para o acne.
Existem, portanto, algumas regras que devem ser seguidas para a aplicação da tretinoína: 
• Lavar a pele apenas com sabonete tipo suave, não usar esponjas nem sabonetes abrasivos ou especiais para o acne;
• Esperar que a pele seque completamente (40-60 minutos), pois assim diminui a absorção, reduzindo a irritação sem diminuir a eficácia;
• Aplicar em camada fina, uma vez por dia (na quantidade «do tamanho de uma ervilha») ;
• Aplicar em toda a área a tratar e não apenas nas lesões;
• Na maioria dos doentes, particularmente naqueles com peles sensíveis ou claras, e ainda nos climas secos ou frios, deve iniciar-se o tratamento com uma aplicação de duas - três horas duas vezes por semana ou em dias alternados, aumentando gradualmente até aplicações diárias durante a noite;
• Aplicar ao deitar, porque este fármaco é parcialmente inactivado pela exposição à luz ultravioleta;
• Evitar as pregas nasogenianas, comissuras labiais e região periorbitária, áreas mais sensíveis e que podem irritar mais facilmente;
• Utilizar protectores solares com FPS superior a 15, utilizar chapéu e vestuário protector e evitar uma  excessiva exposição solar. 
É importante informar os doentes que nas primeiras quatro semanas de tratamento pode surgir vermelhidão e descamação, e que entre a terceira e sexta semanas podem surgir novas pápulas e pústulas, por irritação dos comedões durante a sua fase de expulsão, o que pode ser interpretado pelo doente como um agravamento do acne, levando ao abandono do tratamento. A maioria dos doentes vai experimentar melhorias a partir da nona à 12ª semanas de tratamento, ocorrendo melhorias progressivas a partir desta data.
O tratamento deve ser mantido mais alguns meses para prevenir o aparecimento de novas lesões.
Existem provas de que os retinóides, quando administrados por via oral, são teratogénicos. Embora a absorção sistémica das formulações tópicas seja muito reduzida, é aconselhável evitar o seu uso nas mulheres grávidas ou que pretendam engravidar.


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Fármacos para tratamento da acne

Existem diversos fármacos eficazes, tópicos e sistémicos, que actuam nos diferentes estadios de evolução das lesões de acne, e que podem ser usados isoladamente ou em combinação (em função das características de cada doente):

- Fármacos tópicos
- Retinóides
- Peróxido de benzoilo (PB)
- Antibióticos tópicos
- Nicotinamida
- Ácidos a-hidróxi (AHA)
- Ácido azelaico
- Fármacos sistémicos
- Antibióticos orais
- Outros antibióticos

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